Para inovar ouça as críticas do seu funcionário
- 22 de nov. de 2016
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Houve um tempo na história da humanidade que era relativamente fácil inovar. Para quem se interessa pelo tema, recomendamos a série Gigantes da Indústria, do History Channel. Naquela época, a sociedade era carente de muitas coisas, isso permitiu que homens como Rockefeller, J.P. Morgan, Carnegie e Vanderbilt construíssem verdadeiros impérios a partir de suas inovações.
Hoje, isso é bem mais complicado. Não pela escassez de ideias – há muitos criativos por aí -, mas, talvez, pela falta de habilidade em identificar e aproveitar grandes oportunidades.
Pensando nisso, o professor do Politecnico di Milano, Roberto Verganti, criou um processo de quatro passos para que as empresas consigam filtrar de maneira mais efetiva as ideias que devam ser colocadas em prática. Todas as etapas são baseadas em algo que tentamos evitar a todo custo: a crítica. Acredito que por um erro comportamental, associamos crítica a algo predominantemente negativo. A abordagem de Verganti vem desmistificar isso e vai além.
A inovação está dentro da empresa
Ao invés de ouvir sugestões e novas ideias somente fora da empresa (consumidores, fornecedores, experts), ele coloca em primeiro lugar uma conversa com os próprios funcionários para que eles opinem, critiquem e proponham melhorias e inovações para a companhia. Somente na etapa final, são consideradas as ideias dos participantes externos. A partir daí, cruzam as informações e conseguem, com mais critério, tomar decisões sobre o que deve ser levado a diante.
Isso chama atenção, pois estamos acostumados a ver iniciativas voltadas para fora – pesquisas infinitas, estudos de mercado – todas muito importantes, sem dúvida. Entretanto, há uma certa negligência com as opiniões ou ideias internas. As empresas se esquecem que os funcionários também são seus consumidores, em maior ou menor escalada, com a vantagem de conhecerem o produto ou serviço mais de perto. Quando falamos em empoderamento dos consumidores, não devemos nos esquecer daqueles que estão mais perto de nós: nossos funcionários. O colaborador é uma grande fonte de informações, ideias e sugestões, que podem mudar o rumo da sua empresa, aumentar a produtividade, corrigir problemas e tornar seu cliente mais satisfeito.
Gestão Participativa
Muitas empresas já perceberam como a gestão participativa pode trazer resultados positivos, e começaram a implementar mecanismos para ouvir os funcionários. Gestão participativa quer dizer compartilhamento de responsabilidades, decisões, projetos e ideias, apontando melhorias na produtividade e no cotidiano da empresa, ou seja, é o envolvimento do funcionário no processo de gestão.
A gestão participativa dá conta de que as pessoas não estão nas empresas apenas para executar determinadas funções. Além de realizar as tarefas diárias, o funcionário é uma pessoa capacitada, com habilidades pessoais, sociais, intelectuais, culturais, entre outras. Ele precisa ser considerado um bem da empresa, e esta deve aproveitar o que ele tem de melhor a oferecer.
Promover o engajamento dos funcionários com as metas corporativas, objetivos da empresa e torná-lo um empreendedor, são os principais objetivos da gestão participativa. Esse é o caminho para a melhoria nos processos e resultados e é também um desafio constante.
FONTE: Robert Half.














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